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02 janeiro 2010

Histórias divertidas de Albert Einstein

Albert Einstein com sua incrível capacidade de raciocínio era um piadista incorrígivel, se deparava com uma situação insólita sempre questinava de forma a causar risos, pelo menos àqueles que entendiam.

Certa vez um jornalista perguntou-lhe:
- "O Senhor poderia pr favor me explicar a Lei da Relatividade?"
- "E o senhor poderia me explicar como se frita um ovo?" respondeu Einstein ao espantado reporter.
- "Pois, sim, sim que posso", ao qual Einstein replicou:
- "Bom, pois o faça, mas imaginando que eu não sei o que é um ovo, nem uma frigideira, nem o azeite, nem o fogo."

Durante o nazismo Einstein, por causa de ser judeu, teve que suportar uma guerra pessoal dos alemães que queriam a todocusto desprestigiar suas pesquisas Uma destas tentativas se deu quando compilaram as opiniões de 100 cientistas que contradiziam as de Einstein, editadas num livro chamado "Cem autores na contramão de Einstein". Einstein respondeu:
- "Para que cem?. Se eu estivesse errado somente um bastaria".

Numa conferência que Einstein deu no Colégio de França, o escritor francês Paul Valery lhe perguntou:
- "Professor, quando o senhor tem uma idéia original, que faz? Anota-a num caderno ou numa folha solta?"
Ao que Einstein respondeu:
- "Quando tenho uma idéia original, não a esqueço".

Einstein teve três nacionalidades: alemã, suíça e estadunidense. Ao final de sua vida, um jornalista perguntou-lhe que possíveis repercussões tinham tido sobre sua fama estas mudanças. Einstein respondeu:
- "Se minhas teorias tivessem resultado falsas, os estadunidenses diriam que eu era um físico suíço; os suíços, que era um cientísta alemão; e os alemães que era um astrônomo judeu".

Em 1919, Einstein foi convidado pelo inglês Lord Haldane a compartilhar uma vigília com diferentes personalidades. Entre estas tinha um aristocrata muito interessado nos trabalhos do físico. Depois de uma longa conversa, o inglês explicou a Einstein que tinha perdido recentemente o seu mordomo e que ainda não tinha encontrado um sustituto.
- "Eu mesmo tive que fazer as pregas da calça, e perdi quase duas horas". Einstein comentou:
- "Não me diga?!? Dê uma olhada na minha calça amarrotada, pois demorei quase cinco anos para deixá-la assim."

Conta-se que numa reunião social Einstein encontrou com o ator Charles Chaplin. Em decorrência da conversa, Einstein disse a Chaplin:
- "O que sempre admirei em você é que sua arte é universal; todo mundo lhe compreende e lhe admira".
Chaplin respondeu:
- "O seu é bem mais digno de respeito: todo mundo o admira e praticamente ninguém o compreende".

E por último uma das piadas preferidas que Einstein relatasse em reuniões com políticos e cientistas. Conta-se que nos anos 20 quando Albert Einstein começava a ser conhecido por sua Teoria da
Relatividade, era com freqüência solicitado pelas universidades para dar conferências. Dado que não gostava de dirigir e no entanto o carro lhe resultava muito cômodo para seus deslocamentos, contratou os serviços de um motorista. Após vários dias de viagem, Einstein comentou ao motorista o quanto era chato repetir todo o mesmo e toda vez.
- "Se quiser -disse-lhe o motorista- posso substituir o senhor por uma noite. Ouvi sua conferência tantas vezes que já sei de cor."
Einstein concordou antes de chegarem ao seguinte lugar, trocaram suas roupas e Einstein foi para o volante. Chegaram à sala onde ser celebrada a conferência e como nenhum dos acadêmicos presentes conhecia Einstein, a farsa não foi descoberta: O motorista expôs a conferência que tinha ouvido repetir tantas vezes e ao final, um professor na audiência fez-lhe uma pergunta. O motorista não tinha nem idéia de qual podia ser a resposta, no entanto teve um estalo de inspiração e respondeu:
- "A pergunta que me faz é tão singela que deixarei que meu motorista, que se encontra no final da sala, lhe responda."

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"Eureka! Eureka!"



Conta-se que certa vez, Hierão, rei de Siracusa, no século III a.C. havia encomendado uma coroa de ouro, para homenagear uma divindade que supostamente o protegera em suas conquistas, mas foi levantada a acusação de que o ourives o enganara, misturando o ouro maciço com prata em sua confecção. Para descobrir, sem danificar o objeto, se o seu interior continha uma parte feita de prata, Hierão pediu a ajuda de Arquimedes. Ele pôs-se a procurar a solução para o problema, a qual lhe ocorreu durante um banho. A lenda afirma que Arquimedes teria notado que uma quantidade de água correspondente ao seu próprio volume transbordava da banheira quando ele entrava nela e que, utilizando um método semelhante, poderia comparar o volume da coroa com os volumes de iguais pesos de prata e ouro: bastava colocá-los em um recipiente cheio de água, e medir a quantidade de líquido derramado. Feliz com essa fantástica descoberta, Arquimedes teria saído à rua nu, gritando "Eureka! Eureka!" ("Encontrei! Encontrei!"').

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30 dezembro 2009

Só pode ser piada, Mr. Feynman

Al Seckel era amigo do maior físico da segunda metade do século 20 – e conta umas histórias.

Uma vez estávamos conversando sobre as coisas sobrenaturais. Sua primeira mulher, Arline, tinha tuberculose e estava internada num hospital enquanto Feynman trabalhava em Los Alamos. Próximo a sua cama ficava um velho relógio. Arline disse a Feynman que ele era o símbolo do tempo que tinham juntos e que deveriam sempre lembrar disso.
No dia em que Arline morreu, Feynman recebeu um bilhete da enfermeira que indicava a hora da morte. Então percebeu que o relógio tinha parado exatamente naquela hora. Era como se ele, que tinha sido o símbolo do tempo que tinham juntos, tivesse parado no momento de sua morte.
“Você fez esta ligação?”, perguntei.
“Nem por um segundo. Imediatamente comecei a pensar como é que poderia ter acontecido. Aí percebi que o relógio era velho e quebrava toda hora. Ele provavelmente parou em algum momento, quando a enfermeira entrou no quarto para registrar a hora, olhou para o relógio e marcou a hora que ele indicava."

Richard Feynman era Nobel de Física e tinha fama de ser rápido e um pouco mais brilhante que os brilhantes.
Numa ocasião, Feynman e eu fomos a uma palestra dada por um professor visitante. Chegamos cedo e pegamos cadeiras na primeira fila. Feynman percebeu que o palestrante deixara suas notas numa cadeira ao lado. Ele então deu uma lida nelas e percebi que prestava atenção rigorosa. Aí as pôs de volta. Durante a palestra, o professor disse “Investi muito tempo trabalhando nesta derivação particular desta fórmula…” Então Feynman interveio: “Ahh, a solução é óbvia! É…” O professor e o resto do público ficaram estupefatos quando Feynman pareceu resolver o problema de cabeça, na hora. Quando deixamos a palestra, dei-lhe uma piscadela. Ele sorriu.

E, sim, Dick Feynman era um bocado excêntrico – dick, aliás, além de apelido de Richard é também o apelido de um certo membro da anatomia masculina.
Numa festa, uma moça muito bonita e sensual se apresentou para mim. Descobri que era uma stripper e atriz pornô conhecida chamada Candi Samples. Quando soube que estudava física, me perguntou se eu conhecia um sujeito chamado Dick Feynman. “Sim”, respondi. Fiquei impressionado que ela o conhecesse. “Mas ele é um dos meus maiores fãs”, ela disse.
Uns dias depois, estou na sala de Feynman e estamos conversando e digo “Hey, me encontrei com uma conhecida sua muito interessante numa festa noite dessas. O nome dela é Candi Samples.” Feynman sorriu e disse “Al, veja isso!” Foi ao seu arquivo no qual sempre imaginei que estavam seus trabalhos mais importantes. Não demorou muito até que puxasse uma fotografia preto e branca de Candi Samples nua no qual estava escrito “Para Big Dick, com amor, Candi Samples”.

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