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25 junho 2010

Ensino de Física ON-LINE



No cenário atual, o avanço acelerado de alternativas educacionais como as de Educação a Distância, as políticas institucionais de implantação de oportunidades de estudo para todos exigem um esforço institucional na pesquisa das melhores estratégias que possam ajudar a definir mecanismos facilitadores para sua adoção, considerando-se as especificidades de algumas aplicações técnico-científicas e administrativas que se tornaram legados da diversidade de alternativas tecnológicas existentes. Os fatos mencionados acima, além de outros não menos significativos, mas merecedores de atenção institucional para o adequado funcionamento dos serviços de informática da instituição como um todo justificam os objetivos do CEPA-IFUSP – Centro de Ensino e de Pesquisa Aplicada do Instituto de Física da USP cuja missão se apóia no desenvolvimento de pesquisas aplicadas e serviços na área do ensino, pesquisa e extensão com a finalidade de oferecer um cenário às atividades de TI que agregue potencialidades às atividades-fim da Universidade.

Conheça o projeto e visite o site: http://efisica.if.usp.br/

15 janeiro 2010

A Física e o Carro de Fórmula 1


  A Fórmula 1 ( F1 ) movimenta milhões de dólares a cada temporada. Aliás, um único carro pode superar o valor de 1 milhão de dólares. E esse valor é apenas do carro. Soma-se a este valor o salário do piloto, as concessões de transmissão pela TV, propagandas, transporte para os vários circuitos espalhados pelo mundo. E marketing de empresas do automobilismo como: Brawn, Ferrari, McLaren, Honda, Renault, BMW entre outras.
Porém, para que tudo corra bem durante a corrida, o carro precisa estar muito bem preparado. Afinal, as leis da física não podem tirar férias e nem favorecer a esta ou aquela equipe! A saída é procurar tê-las como aliadas. E isso é feito através do design do carro, das condições de temperatura e umidade no momento da corrida, direção e velocidade do vento, rendimento do motor, material utilizado na composição das peças, etc.
     Ao longo deste texto, apresentaremos algumas curiosidades da relação entre as leis da Física e a Fórmula 1.
     A Física começa mostrar sua força na largada - quando a velocidade dos carros é ainda muito baixa- pois eles partiram de um estado de repouso. Enquanto a velocidade do carro é pequena, o ar que corre por baixo do veículo é também muito lento. Como conseqüência, a pressão sobre o carro não é suficientemente grande para mantê-lo estável na pista (esta pressão sobre o carro é tratada como downforce pelos especialistas). Associado com a super-tração fornecida pelo motor, o carro patina de um lado para o outro. Repare esse efeito no momento da largada!
     Isso poderia ser reduzido fazendo-se algumas adaptações no carro. Porém as equipes precisam obedecer às normas impostas pela FIA. Essas normas estabelecem algumas regras como (altura, peso, largura, distância entre eixos...). Esses efeitos combinados nos leva a uma curiosidade: se a distância entre os eixos, a massa, o comprimento do carro não forem consideradas, o veículo poderia capotar durante uma curva ou no final de uma grande reta devido a um efeito simples de transferência de massa!
     Outra curiosidade, o carro "sofre ataque" de acelerações de até 5g no momento em que faz uma curva a alta velocidade! Puxa!!! Este valor é tão razoável, que na freada ao final de uma reta, lágrimas do piloto podem sair espontaneamente e atingir o visor do capacete! A tontura e perda de sentido são, também, reflexo de acelerações ou desacelerações intensas. Para suportar tanta aceleração sem se movimentar, o piloto é preso por um cinto especial apertado ao máximo suportável por ele.

     Para manter esta grande bala com rodas, toda a atenção deve ser voltada para a aerodinâmica do carro. Por isso, as suspensões tem um desenho em forma de asa de avião invertida, aumentando a pressão sobre o carro. Acredita-se que 2% da força aerodinâmica seja proveniente deste fato. Tudo é verificado, a inclinação do bico e das asas são muito importantes. E acredite, tal inclinação induz a presença de uma downforce muito grande. Tão grande, que dentro do bico do carro temos uma terceira suspensão, mais rígida e "inteligente" que as duas normais, responsável por entrar em ação para evitar que o carro seja esmagado contra o solo! O termo "inteligente" usado há pouco faz sentido. São conjuntos de molas, ligas, juntas e outras "parafernalhas" que são segredo de cada equipe. Daí ficarem escondidas dentro do bico do carro.
     Embaixo dos carros, existem uma espécie de "ventuinha" – na verdade muito mais que isso – cuja função é jogar o ar que passa por baixo do veículo a uma velocidade ainda maior para trás. A pressão embaixo do carro diminui e ele acaba sendo comprimido sobre o solo, estabilizando-se.
     Os freios são acionados pelo próprio piloto e tem que ser feito com muito cuidado para não travar as rodas. Pois, assim sendo, o coeficiente de atrito com solo diminuiria. Estragaria o pneu e o carro poderia sair tangente à um ponto na curva. Outro efeito: estando mais lisos, teriam menor aderência pra arrancar, perdendo preciosos segundos ao longo da corrida. Para reduzir a velocidade de um carro a 320Km/h, discos e pastilhas de fibra de carbono são usados. Esse material é leve, resistentes e eficientes mesmo quando submetidos a temperaturas superiores a 700ºC. Muitas vezes é possível ver o sistema de freios avermelhados, frutos do aquecimento produzido durante a corrida. Os pneus deixaram de ser absolutamente lisos desde 1998, por determinação da FIA. Foi uma medida pra dar mais segurança nas curvas, garantindo melhor aderência nas curvas. Essa aderência, complementando, é melhor quando os pneus se encontram aquecidos. Por isso, é comum vermos os pilotos "dançando" com o veículo nas pistas quando está em baixa velocidade.

     O cockpit também é projetado com material ultra-resistente. Capazes de suportar forças de até 25 toneladas lateralmente. Por isso, não é de se assustar que um piloto saia caminhando naturalmente desta célula de sobrevivência, após um choque violento. Aliado à proteção, outras tantas partes do veículo são projetadas de tal forma a serem arremessadas violentamente durante um choque. Isso garanta a dissipação da energia na hora do impacto, evitando que essa energia tenha que ser recebida pelo piloto, podendo provocar sua morte.
Outra força muito importante é a força de arrasto. Essa força é aquela responsável por "segurar" o carro enquanto ele se desloca. Uma duplicação na velocidade do carro, implica numa força de arrasto quatro vezes maior. É como se o ar possuísse mãos e segurasse o veículo. Como esta força é proporcional à velocidade; é mais fácil que o carro atinja a velocidade de 150 Km/h do que vai daí à marca dos duzentos e tantos quilômetros horários.
     Um carro de Fórmula 1 atinge, aproximadamente, 156 Km/h apenas de primeira marcha! Gasta menos de 15,0 s para ir de 0 a 320 Km/h! Em algumas equipes, a inclinação da asa traseira é ajustada automaticamente, para se adaptar à força de arrasto e agir bravamente para que o carro não levante vôo numa curva!
     Mais uma curiosidade: as marchas são trocadas automaticamente, através do comando do piloto num circuito eletrônico que fica sob o volante. São pequenas alavancas e botões comandando uma supermáquina. O piloto deve ficar atento também ao sentido do vento. A equipe faz o monitoramento o tempo todo. Se o vento estiver à favor do movimento do carro, o veículo pode ter limite de rotações do seu motor atingido ao final de uma reta, o que é muito arriscado. Deve-se evitar trabalhar na situação limite para reduzir o desgaste das peças.
     A massa carro + piloto + combustível também é limitada pela FIA. Quando cheio, os carros da Fórmula 1 podem carregar algo ao redor de 115 -125L, tendo um rendimento que dificilmente supera 1,9 Km/L. Também, para produzir tanta potência! Durante períodos de chuva, em que um ritmo melhor é exigido, esse rendimento aumenta um pouco.
     O painel de controle é composto de algumas luzes indicadoras de possíveis problemas em vários sistemas. Mais uma vez, molas, alavancas e luzes auxiliam o piloto.
     Observe ainda durante uma corrida, que os olhos do piloto ficam quase no nível da carroceria do carro. Não precisa mais, dizem os pilotos. Eles têm como referência os contornos das pistas e os retrovisores.
     E assim um carro vai para a pista. Eletricidade, magnetismo, forças de atrito, pressão, alavancas, molas, suportes, massas, ótica, inércia.... que estresse heim!!!??? Que nada. É por isso que durante todo o ano os engenheiros ficam atentos ao comportamento do carro. Numa reta ou numa curva, em alta ou baixa velocidade. O desprezo de uma dessas variáveis pode significar a perda completa do controle do carro e ir parar na grama ou na caixa de britas, antes do muro de pneus... isso se o coeficiente de atrito ajudar!

12 janeiro 2010

Portal Domínio Público

O Portal Domínio Público é uma biblioteca digital da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação do Brasil, chegou aos 14 mil títulos em seu acervo no início de 2006: dez mil em arquivos de texto e quatro mil em outras mídias. O acervo é constituído por obras de domínio público ou devidamente cedidas pelos titulares dos direitos autorais.
O Domínio Público, que iniciou as atividades em novembro de 2004, é um ambiente virtual que permite a coleta, integração, preservação e compartilhamento de conhecimentos, sendo seu principal objetivo o de promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas em textos, sons, imagens e vídeos. Paralelamente, o portal tem procurado reproduzir artigos e trabalhos acadêmicos relacionados à educação a distância.
Clique aqui e navegue no portal.

Aprendendo cálculo avançado na internet


Tá com dúvidas em Cálculo?
Acesse alguns sites onde pode ajudar a tirar suas dúvidas em cálcilo I,II,III e IV e Equações Diferenciais.
Antes vai ai algumas dicas de estudo:
Como Aprender Cálculo
1) Não há uma receita de como aprender cálculo mas, algumas dicas podem auxiliar o estudante:
2) Não é possível ler e entender cálculo como se lê e entende um romance ou um jornal.
3) Leia o texto atentamente e pacientemente procurando entender profundamente os conceitos e resultados apresentados. A velocidade de leitura não é importante aqui.
4) Acompanhe os exemplos passo a passo procurando desvendar o porque de cada passagem e tentando enxergar porque o autor adotou esta solução. Tente soluções alternativas
5) Pratique os conceitos aprendidos fazendo as tarefas (listas de exercícios). Não se aprende cálculo contemplativamente. É importante fazer muitos exercícios.
6) Também não se aprende cálculo apenas assistindo às aulas ou somente fazendo exercícios. É preciso assistir às aulas, estudar e refletir sobre os conceitos e fazer muitos exercícios.
7) Procure discutir os conceitos desenvolvidos em sala de aula com os colegas.
8) É muito importante frequentar as monitorias ainda que seja somente para inteirar-se das dúvidas dos colegas.
9) Não desista de um exercício se a sua solução não é óbvia, insista e descubra o prazer de desvendar os pequenos mistérios do cálculo.
Acesse os links abaixo e bons estudos!

LINKS
Ajuda Matemática
CMAF
E-Cálculo
Monitoria de Engenharia (Video-Aulas de cálculo)

O que é o Gato de Schrödinger?


É uma das idéias mais bizarras já produzidas pela mente humana. Trata-se de uma experiência imaginária, na qual um gato, no papel de cobaia, está vivo e morto ao mesmo tempo! E não estamos falando de espiritismo, mas de mecânica quântica, o ramo da física que estuda o estranhíssimo mundo das partículas subatômicas (menores que os átomos). A hipótese foi concebida pelo físico austríaco Erwin Schrödinger, um dos mais brilhantes cientistas do século XX. Sua intenção era mostrar como o comportamento das partículas subatômicas parece ilógico se aplicado numa situação fácil de ser visualizada, como um gato preso numa caixa fechada. Na situação proposta por ele, a vida do animal ficaria à mercê de partículas radioativas. Se elas circulassem pela caixa, o gato morreria; caso contrário, ele permaneceria vivo. Até aí, não há nada de mais.
A história fica maluca mesmo quando analisada de acordo com as leis do mundo subatômico, segundo as quais ambas as possibilidades podem acontecer ao mesmo tempo - deixando o animal simultaneamente vivo e morto. Mas e se um cientista olhasse para dentro da caixa? Ele não veria nada de mais, apenas um gato - vivo ou morto. Isso porque, segundo a física quântica, se houvesse o mínimo de interferência, como uma fonte de luz utilizada para observar o fenômeno, as realidades paralelas do mundo subatômico entrariam em colapso e só veríamos uma delas. Por isso, nem adianta tentar realizar a experiência na prática. Achou difícil entender essa maluquice? Tudo bem, os melhores físicos têm o mesmo problema. "Esse exemplo mostra que ainda não entendemos as implicações mais profundas da mecânica quântica", afirma o holandês Gerardus ’t Hooft, vencedor do Nobel de Física de 1999.

Experiência surrealista
Para a física quântica, o animal pode estar vivo e morto ao mesmo tempo


1 - A caixa onde seria feita a hipotética experiência de Schrödinger contém um recipiente com material radioativo e um contador Geiger, aparelho detector de radiação. Se esse material soltar partículas radioativas, o contador percebe sua presença e aciona um martelo, que, por sua vez, quebra um frasco de veneno
2 - De acordo com as leis da física quântica, a radioatividade pode se manifestar em forma de ondas ou de partículas - e uma partícula pode estar em dois lugares ao mesmo tempo! As ondas brancas desenhadas aqui representam asprobabilidades de ocorrência dessa dupla realidade, quando, na mesma fração de segundo, o frasco de veneno quebra e não quebra
3a - Aqui o gato aparece vivo, porque, nessa versão da realidade, nada foi detectado pelo contador Geiger
3b - Aqui o gato surge morto, pois nessa outra versão do mesmo instante de tempo o contador Geiger detectou uma partícula e acionou o martelo. O veneno do frasco partido matou o bichano
4 - Seguindo o raciocínio de Schrödinger, as duas realidades aconteceriam simultaneamente e o gato estaria vivo e morto ao mesmo tempo até que a caixa fosse aberta. A presença de um observador acabaria com dualidade e ele só poderia ver ou um gato vivo ou um gato morto.

O dono da idéia
Erwin Schrödinger nasceu em Viena, na Áustria, em 1887, e tornou-se um dos cientistas que mais contribuíram para o desenvolvimento da mecânica quântica. Sua polêmica hipótese do gato simultaneamente vivo e morto foi lançada em 1935, dois anos depois de ele ter ganhado o Prêmio Nobel de Física. Schrödinger faleceu em 1961.


Fonte 

Homem-Aranha e o ensino de física


Nas aulas de Física (Mecânica) para alunos de outros cursos, o primeiro e possivelmente maior desafio do professor é despertar o interesse do aluno pela disciplina.

Entre as atividades desenvolvidas em sala para ensinar aos alunos o conceito de forças estão os exercícios propostos pelo professor, em que se pode utilizar personagens de revistas em quadrinhos. O Homem-aranha é particularmente interessante como personagem para problemas propostos em Mecânica, até por sua biografia de “super-herói universitário” e, mais recentemente, professor de ciências de um colégio novaiorquino. Os problemas formulados podem ser adaptados à área de formação do aluno. Para alunos de Engenharia de Materiais, por exemplo, é interessante discutir por exemplo qual o material mais adequado para a confecção da teia. Nas aulas de Física para Ciências Biológicas, pode-se comparar a teia do herói com a teia real de uma aranha. Os exercícios propostos são simples e envolvem os conceitos de deslocamento, velocidade e aceleração, força, inércia, ação e reação, energia potencial e cinética. Exercícios mais elaborados podem levar em conta a resistência do ar.
Bem Interessante não?

Leia o artigo: Homem-Aranha e o ensino de física
Fonte

A física X Super-heróis

Você já se perguntou no meio de uma história com super heróis sobre as possíveis analogias entre a Física e os super poderes? Quem nunca ouviu, mesmo sendo um filme de pura ficção, o famoso: “que mentira!!!” Pois bem, leia mais sobre 8 grandes super heróis e descubra até onde vai a física e a ficção.

  Superman é, sem sombra de dúvidas, o vovozão da cinemática entre os super heróis. Entre seus muitos poderes há a habilidade de voar. Mas como é que ele faz isso? De acordo com a Segunda Lei de Newton, deve haver alguma força ascendente em vigor, a fim de equilibrar a força de seu peso para baixo. Expressas matematicamente: F – mg = ma = 0. Mas o que poderia causar essa força ascendente?
Uma alternativa seria a capacidade dele em emitir fluxos de ar com alta velocidade através dos poros da sua pele. Como ele expulsa o ar do seu corpo, de acordo com a terceira lei de Newton, o ar expelido deve o empurrar para trás. Já pensou na força do peido do Superman? E desde o dia que o Superman pôde sobreviver no espaço, seus pulmões demonstraram não serem necessários para respiração – talvez sejam tanques de ar auxiliares.


Tempestade, uma “mutante” dos X-Man capaz de gerar raios. Daí vem um dilema clássico dos super heróis: de onde vem a energia para executar desses feitos? A energia liberada em um raio é cerca de 500 milhões de joules, o que é equivalente a 120,000 calorias alimentares, ou seja, 1200 hambúrgueres. Para produzir um único raio, Tempestade teria de comer, pelo menos, 60 vezes a dose diária recomendada para um adulto do sexo feminino.
Porém, se o seu estômago tem algum tipo de mutação semelhante a um reator nuclear de fusão, ou ainda, ela pode ter no seu corpo algum tipo de reator matéria/anti-matéria. Aplicando relatividade (E = mc²), um único grama de massa completamente convertido em energia dará 90 trilhões de joules. Isto é, 18 milhões de raios!


Hulk é um caso curioso também. Uma maneira típica de se tornar um super herói é ser bombardeado com enormes doses de ambos os raios cósmicos de alta potência ou sofrer radiação eletromagnética. Embora o efeito de altas doses desses tipos de radiação sobre os seres humanos (no mundo real) estão bem documentadas – o resultado típico é a destruição de células de modo grave e debilitante, seguido de morte – no mundo dos super heróis, isto normalmente resulta numa experiência em que há uma seqüência de muitas “mutações”. Estas alterações fisiológicas sempre criam habilidades tão surpreendente que podem convencer os mais prudentes dos milionários a passarem dois dias em uma câmara de reação de um acelerador partículas de alta energia. Após Bruce Banner se expor a uma “mortal” dose de raios gama de alta magnitude, ele transcende os esperados sintomas da alta exposição às radiações e vira um herói gigante e verde com super força.


Tocha, Johnny Storm, do Quarteto Fantástico, combina todos os atributos vistos até agora. Foi exposto a doses “letais” de radiação cósmica, Johnny (naturalmente) desenvolvendo super poderes, como Hulk. Ele pode voar, assim como o Superman, hipoteticamente, expelindo gases de alta velocidade nas direções apropriadas. E ele também pode, como Tempestade, gerar energia. Aplicando um pouco termodinâmica, podemos calcular que ele teria de gerar cerca de 940 milhões de joules a sua “chama” a uma temperatura de 5000ºC.
Isso é bastante surpreendente, considerando os aminoácidos, blocos de construção da vida como a conhecemos, não quebram a temperaturas acima de 100ºF. Como o DNA de Johnny é capaz de resistir a essas altas temperaturas é um mistério – sem contar que toda a água no seu corpo deveria ser suficientemente vaporizada pelo tempo que ele inflama.


Magneto dos X-Man tem a capacidade de criar campos magnéticos extremamente potentes. Desde que esses campos magnéticos sejam produzidos por correntes elétricas, podemos nos aproximar, com certa expressão, dos valores dos campos criados por ele numa situação de combate. Assim, para simplificar, vamos supor que seu interior é um grande circuito elétrico solenóide (bobina). A energia magnética armazenada em um solenóide é dada por: U = ½ (u0 n2AL) I2 Onde U é a energia, u0 é uma constante igual a 4*3,14159265359 x 10-7 N/A2, n é o número de bobinas no solenóide, A é a área transversal, do solenóide, L é o comprimento do solenóide, e I é a atual geração do campo magnético. Vamos supor que Magneto seja internamente composto por um solenóide de 1000 voltas, com uma área transversal, de 0.01m² e tem cerca de 2m de comprimento. Agora supomos que ele usa esse tipo de energia para levantar um automóvel 1.000 kg a 10 metros do chão, aumentando o seu potencial energético num montante U = mgh = (1000 kg) (10m/s²) (10m) = 100000 J. Associando este valor à primeira equação, temos que, a fim de conservar a energia no seu campo magnético, Magneto deve gerar uma corrente de cerca de 2900 Amperes. E isso pode não ser tão bom para seu coração – assumindo que ele tem um.


Sandman, mais conhecido como Homem-Areia da série Homem-Aranha, representa o ponto final metafísico de todos super poderes. Criado em outra experiência de partículas com alta potência, ele é capaz de desafiar todas as leis da física e probabilidades biológicas. De alguma forma o seu corpo é todo convertido em areia (SiO2) numa má sucedida experiência. Aparentemente, ele não tem órgãos internos (ele pode se desintegrar e reconstituir a vontade), ele pode se mover sem músculos, e ele pode até mesmo voar através do ar como uma nuvem de poeira. Como é que ele faz para produzir energia? Ele pode metabolizar alimentos? Como é que ele exerce forças? Só a Marvel sabe!


Batman não tem super-poderes. Ele é somente alguém que está além dos parâmetros comuns, alguém super inteligente, ágil e habilidoso. Um mero lutador contra o crime com uma tonelada de equipamentos. Verdade?
Não. Para sobreviver intacto a alguns dos impactos que ele já sofreu, Batman realmente precisaria ter ao menos uma super força. Um exemplo clássico da física cinemática é da força da inércia. E o Batman parece não ligar muito pra isso. Certa vez, por exemplo, ele mergulha do topo de um edifício, junto com Kim Basinger, o que parecia ser a morte dos dois. No entanto, ele está preso por uma corda (decididamente inflexível) antes de bater no chão. Uau! Mas, e a força da inércia? Isto é, não importa se você colidiu ou não com o chão. Se o tempo que leva para a corda parar uma queda é o mesmo que se você caísse sem ela, a força exercida sobre você será o mesmo em cada caso. Neste exemplo:
F (corda) = ma
Se uma (aceleração) é grande, por isso é F (corda). Ferrou. 


Homem de Ferro, tal como Batman, não tem super poderes, mas ele tem uma espantosa vestimenta de ferro. No trailer, o vemos voando ao lado de alguns jatos militares. Há pouca chama saindo do fundo do seu calçado, aparentemente, garantindo o necessário impulso.
Perguntas: O que é que ele utiliza de combustível? Com base no que vemos, parece combustível de foguete da NASA. Mas onde estão seus reservatórios de combustível? E que volume de combustível de foguete seria necessário para manter o impulso por, pelo menos, alguns minutos? Seria difícil ele manter uma trajetória estável? O que ele perde sob sua vestimenta? Fique ligado nas respostas (ou, ao menos, conjecturas), após o lançamento do filme no dia 2 Maio, ou antes, na internet.


Fonte 

02 janeiro 2010

Era uma vez um Oxigênio...


Resultado de uma tese de Animação Computacional no Ringling College of Art + Design, o oxigênio torna-se personagem de uma curta metragem onde interage no recreio com os “colegas”, os outros elementos químicos.

Fantástico!!!


Oxygen from Christopher Hendryx on Vimeo.

Uma breve história do ÁTOMO


Uma série em três episódios(cada episódio está dividido em seis vídeos) do canal de televião BBC chamada ATOMO, apresentada por Jim Al-Khalili (cientista britânico, nascido no Iraque, que trabalha na Universidade de Surrey) conta a história da descoberta da constituição da matéria.
A série que agora pode ser vista com legendas em português disponiblizadas no Youtube, para assistir clique nos vídeos abaixo.





































Fonte

Fisica Quântica para crianças




A Física Quântica surgiu como a tentativa de explicar a natureza naquilo que ela tem de menor: os constituintes básicos da matéria e tudo que possa ter um tamanho igual ou menor. Neste texto, serão apresentados alguns princípios e leis fundamentais encontrados através da Física Quântica, tais como a dualidade onda-partícula e o Princípio da Incerteza. Será, então, discutido o modo como essas leis que governam o universo subatômico podem se refletir no dia-a-dia das pessoas.
É uma parte da Física que se diz ser não intuitiva. Isso significa que muitas partes dela parecem não ser verdade. Por exemplo, a dualidade onda-partícula diz que partículas se comportam ora como partículas ora como ondas. É uma afirmação no mínimo estranha, bizarra. Mas é o que acontece no mundo real. No nosso dia-a-dia achamos que vivemos num planeta plano, mas não é verdade, nosso mundo é arredondado, num formato chamado esferóide. Por ser não intuitiva, ela foi considerada uma falsa teoria. O próprio Einstein (que foi um dos fundadores da física quântica) acreditava que a física quântica estava errada. Mas com o passar do tempo percebeu-se que ela explicava tão bem o resultado das experiências, que tinha de ser verdade.
Nosso dia ocorre numa escala dita macroscópica. São os objetos que podemos enxergar sem a ajuda de lentes ou microscópios atômicos. A física quântica lida com coisas muito, tremendamente pequenas. Muitíssimo menores que um milímetro.
O mundo em que vivemos é feito de átomos. Os átomos são feitos de coisas ainda menores chamadas quarks e elétrons. Ainda não sabemos se os quarks são feitos de coisas ainda menores. Os átomos, elétrons , quarks e outra coisa tão pequena que ainda não sabemos muito sobre ela, chamada fóton, têm comportamentos bizarros de vez em quando: nunca podemos saber exatamente onde estão. Não é por falta de instrumentos potentes, é uma lei da física, chamada Princípio da Incerteza de Heinsenberg, que diz que nunca saberemos a exata posição das coisas. Nunca saberemos onde os elétrons de um átomo estão exatamente. Nunca. É algo estranhíssimo, mas é a verdade. Há elétrons que, inclusive, somem de um lugar e reaparecem em outro, algo como um teletransporte. Não dá para ver que caminho seguiram para ir de um lugar a outro, só sabemos que eles fazem isso.
Já citamos a dualidade onda-partícula. No mundo em que vivemos, ondas são muito diferentes de objetos. Porém, se tivéssemos o tamanho de átomos, tudo se comportaria como uma onda de vez em quando e como uma partícula outras vezes. Essa foi uma das consequências mais bizarras da física quântica.
Há átomos, como o de Urânio que, do nada, explodem. Nunca sabemos que átomos vão explodir, ou quando, só sabemos que alguns vão e outros não. Aparentemente, nada faz eles explodirem, mas eles explodem. Irritou tanto a Einstein que ele disse sua famosa frase "Deus não joga dados".
 

30 dezembro 2009

O gato de Schrödinger


O Gato de Schrödinger é um experimento mental, freqüentemente descrito como um paradoxo,
desenvolvido pelo físico austríaco Erwin Schrödinger em 1935.



Origem e motivação

O experimento mental de Schrödinger foi proposto como discussão do artigo EPR, nomeado devido aos seus autores: Albert Einstein, Podolsky, Rosen em 1935. O paradoxo EPR esclareceu a estranha natureza das superposições quânticas. Amplamente exposto, a superposição quântica é a combinação de todos os possíveis estados do sistema (por exemplo, as possíveis posições de uma partícula subatômica). A interpretação de Copenhague implica que a superposição apenas sofre colapso em um estado definido no exato momento da medição quântica.
Schrödinger e Einstein trocaram cartas sobre o artigo EPR de Einstein, durante o qual Einstein indicou que a superposição quântica de um barril instável de pólvora irá, após um tempo, conter ambos componentes explodidos e não-explodidos.
Para melhor ilustrar o paradigma incompleto da mecânica quântica, Schrödinger aplicou a teoria da mecânica quântica em uma entidade viva que podia ou não estar consciente. No experimento mental original de Schrödinger ele descreveu como um poderia, em princípio, transformar a superposição dentro de um átomo para uma superposição em grande escala de um gato morto e vivo por relacionar gato e átomo com a ajuda de um "mecanismo diabólico". Ele propôs um cenário com um gato em uma caixa lacrada, onde a vida ou morte do gato é dependente do estado de uma partícula subatômica. De acordo com Schrödinger, a interpretação de Copenhague implica que o gato permanece vivo e morto até que a caixa seja aberta.
Schrödinger não desejava promover a ideia de gatos vivos-e-mortos como uma séria possibilidade; o experimento mental serve para ilustrar a bizarrice da mecânica quântica e da matemática necessária para descrever os estados quânticos. Entendida como uma crítica da interpretação de Copenhague – a teoria prevalecente em 1935 – o experimento mental do gato de Schrödinger permanece um tópico padrão para todas as interpretações da mecânica quântica; a maneira como cada interpretação lida com o gato de Schrödinger é freqüentemente usada como meio de ilustrar e comparar características particulares de cada interpretação, seus pontos fortes e fracos.


O Experimento Mental

Schrödinger escreveu:
Qualquer um pode mesmo montar casos bem ridículos. Um gato é preso em uma câmara de aço, enquanto com o dispositivo seguinte (o qual deve estar seguro contra interferência direta do gato): em um contador Geiger tem uma pequena quantidade de substância radioativa, tão pequena, que talvez durante o período de uma hora, um dos átomos decaia, mas também, com a mesma probabilidade, talvez nenhum; se isso acontecer, o tubo do contador descarrega e através de um relé libera um martelo que quebra um pequeno frasco de Cianeto hídrico. Se algum deles tiver saído do seu sistema natural por uma hora, alguém pode concluir que o gato permanece vivo enquanto o átomo não tiver decaído. A função-psi do sistema poderia ser expresso por ter dentro dele o gato morto-vivo (com o perdão da palavra) misturada ou dividido em partes iguais. É típico desses casos que uma indeterminação originalmente restrita ao domínio atômico tenha sido transformada em uma indeterminação macroscópica, o qual pode então ser resolvido por observação direta. Isso nos previne de aceitar tão inocentemente como válido um "modelo confuso" para representar a realidade. Por ele mesmo ele não explicaria qualquer coisa imprecisa ou contraditória. Existe uma diferença entre uma fotografia tremida ou desfocada e uma foto de nuvens e neblina.
(Tradução de dois parágrafos do artigo original, o qual aparece na revista alemã Naturwissenschaften ("Ciências Naturais") em 1935.)

 A famosa experiência mental de Schrödinger coloca a questão: quando o sistema quântico para de ser uma mistura de estados e se torna ou um ou o outro? (Mais tecnicamente, quando o atual estado quântico para de ser uma combinação linear de estados, cada um dos quais se parece com estados clássicos diferentes, e em vez disso começar a ter apenas uma clássica descrição?) Se o gato sobreviver, isso lembra que ele está apenas vivo. Mas as explicações das experiências EPR que são consistentes com a mecânica quântica microscópica padrão requer que objetos macroscópicos, como gatos e cadernos, não podem ter sempre apenas uma descrição clássica. O propósito da experiência mental é para ilustrar esse aparente paradoxo: nossa intuição diz que nenhum observador pode estar em uma mistura de estados, mesmo que eles sejam gatos, por exemplo, eles não podem estar em tal mistura. É necessário que os gatos sejam observadores, ou sua existência em um estado clássico simples e bem definido exige outro observador externo? Cada alternativa pareceu absurda para Albert Einstein, que estava impressionado pela habilidade do experimento mental para esclarecer esses problemas; em uma carta à Schrödinger datada de 1950 ele escreveu:
Você é o único físico contemporâneo, além de Laue, que vê o que ninguém consegue sobre a assunção da realidade – se pelo menos alguém estiver sendo honesto. A maioria deles simplesmente não vê o tipo de jogo arriscado que eles estão jogando com a realidade – a realidade é algo independente do que já for a experimentalmente visto. A interpretação deles é, entretanto, refutada mais elegantemente pelo seu sistema de átomo radioativo + amplificador + carga de pólvora + gato em uma caixa, no qual a função-psi do sistema contém ambos gato vivo e explodido em pedaços. Ninguém realmente duvida que a presença ou ausência do gato é algo independente do ato de observação.
Note que nenhuma carga de pólvora é mencionada no esquema de Schrödinger, que usa um contador Geiger como amplificador e cianeto no lugar de pólvora; a pólvora foi apenas mencionada na sugestão original de Einstein para Schrödinger 15 anos antes.


Interpretação de Copenhague

Na interpretação de Copenhague na mecânica quântica, um sistema para a superposição de estados se torna um ou outro quando uma observação acontece. Essa experiência torna aparente o fato de que a natureza da medição, ou observação, não é bem definida nessa interpretação. Alguns interpretam a experiência, enquanto a caixa estiver fechada, como um sistema onde simultaneamente existe uma superposição de estados "núcleo decaído/gato morto" e "núcleo não-decaído/gato vivo", e apenas quando a caixa é aberta e uma observação é feita é que, então, a função de onda colapsa em um dos dois estados. Mais intuitivamente, alguns pensam que a "observação" é feita quando a partícula do núcleo atinge o detector. Essa linha de pensamento pode ser desenvolvida pelas teoria de colapso objetiva. Por outro lado, a interpretação de muitos mundos nega que esse colapso sequer ocorra.
Steven Weinberg disse:
Toda essa história familiar é verdade, mas ela deixa uma ironia. A versão de Bohr da mecânica quântica estava profundamente cheia de falhas, mas não pela razão que Einstein pensa. A interpretação de Copenhague descreve o que acontece quando um observador realize uma medição, mas o observador e o ato de medição são ambos tratados classicamente. Isso é totalmente errado: Físicos e seus aparatos devem ser comandados pelas mesmas regras da mecânica quântica que comandam todo o universo. Mas essas regras são expressas em termos de uma função de onda (ou, mais precisamente, um vetor de estado) que evolui de um jeito perfeitamente determinístico. Então de onde as regras probabilísticas da interpretação de Copenhague vêm?
Um progresso considerável tem sido feito nos últimos anos em direção a resolução do problema, o qual eu não irei entrar em detalhes aqui. É suficiente que se diga que nem Böhr nem Einstein se concentraram no problema verdadeiro da mecânica quântica. As regras de Copenhague claramente funcionam, mas elas tem que ser aceitas. Mas isso deixa a tarefa de explicá-las aplicando a equação determinística para a evolução da função de onda, a Equação de Schrödinger, tanto para o observador quanto para os aparatos.

A interpretação de muitos mundos de Everett & Histórias consistentes

Na interpretação de muitos mundos da mecânica quântica, a qual não isola a observação como um processo especial, ambos estados vivo e morto do gato persistem, mas são incoerentes entre si. Nos outros mundos, quando a caixa é aberta, a parte do universo contendo o observador e o gato são separados em dois universos distintos, um contendo um observador olhando para um gato morto, outro contendo um observador vendo a caixa com o gato vivo. Como os estados vivo e morto do gato são incoerentes, não têm comunicação efetiva ou interação entre eles. Quando um observador abre a caixa, ele se entrelaça com o gato, então, as opiniões dos observadores do gato sobre ele estar vivo ou morto são formadas e cada um deles não tem interação com o outro. O mesmo mecanismo de incoerência quântica é também importante para a interpretação em termos das Histórias consistentes.
Apenas "gatomorto" ou "gato vivo" pode ser parte de uma história consistente nessa interpretação.
Roger Penrose criticou isso:
Eu desejo tornar isso claro, que o que está sendo debatido está longe de resolver o paradoxo do gato. Até agora não há nada no formalismo da mecânica quântica que necessita que um estado de consciência não possa envolver a percepção simultânea de um gato morto-vivo.

Interpretação conjunta

A interpretação conjunta afirma que superposições não são nada mas subconjuntos de um grande conjunto estatístico. Sendo esse o caso, o vetor estado não se aplicaria individualmente ao experimento do gato, mas apenas às estatísticas de muitos experimentos semelhantes. Os proponentes dessa interpretação afirmam que isso faz o paradoxo do Gato de Schrödinger um problema trivial não resolvido. Indo por esta interpretação, ela descarta a idéia que um simples sistema físico tem uma descrição matemática que corresponde a isso de qualquer jeito.


Teorias de colapso objetivas

De acordo com as teorias de colapso objetivo, superposições são destruídas espontaneamente (independente de observação externa) quando algum princípio físico objetivo (de tempo, massa, temperatura, irreversibilidade etc) é alcançado. Assim, espera-se que o gato tenha sido estabelecido em um estado definido muito tempo antes da caixa ser aberto. Isso poderia vagamente ser dito como "o gato se observa", ou "o ambiente observa o gato".
Teorias do colapso objetivo requerem uma modificação da mecânica quântica padrão, para permitir superposições de serem destruídas pelo processo de evolução no tempo.
Em teoria, como cada estado é determinado pelo estado imediatamente anterior, e este pelo anterior, ad infinitum, a pré-determinação para cada estado teria sido determinada instantaneamente pelo "princípio" inicial do Big Bang. Assim o estado do gato vivo ou morto não é determinada pelo observador, ele já foi pré-determinado pelos momentos iniciais do universo e pelos estados subsequentes que sucessivamente levaram ao estado referenciado no experimento mental.


Aplicações práticas

O experimento é puramente teórico, e o esquema proposto jamais poderá ser construído. Efeitos análogos, entretanto, tem algum uso prático em computação quântica e criptografia quântica. É possível enviar luz em uma superposição de estados através de um cabo de fibra óptica. Colocando um grampo no meio do cabo que intercepta e retransmite, a transmissão irá quebrar a função de onda (na interpretação de Copenhague, "realizar uma observação") e irá provocar que a luz caia em um estado ou em outro. Por testes estatísticos realizados na luz recebida na outra ponta do cabo, o observador pode saber se ele permanece na superposição de estados ou se ele já foi observado e retransmitido. Em princípio, isso permite o desenvolvimento dos sistemas de comunicação que não possam ser grampeados sem que o grampo seja notado na outra ponta. O experimento pode ser citado para ilustrar que a "observação" na interpretação de Copenhague não tem nada a ver com percepção (a não ser em uma versão do Panpsiquismo onde é verdade), e que um grampo perfeitamente imperceptível irá provocar que as estatísticas no fim do cabo sejam diferentes.
Em computação quântica, a frase "cat state" (Estado do gato) frequentemente refere-se ao emaranhamento dos qubits onde os qubits estão em uma superposição simultânea de todos sendo 0 e todos sendo 1, ou seja,|00...0> + |11...1> .

Fonte 

O Futebol e o ensino de física


A Física do Futebol C. E. Aguiar e G. RubiniExistem muitos estudos sobre a física do beisebol, golfe, tênis, e outros esportes. Mas, porincrível que pareça, encontra-se pouca coisa sobre a física do esporte mais popular no mundo(para não falar em certo país): o futebol. Nesta nota nós vamos tentar preencher um poucodessa lacuna, discutindo as forças aerodinâmicas que atuam sobre a bola de futebol. Veremoscomo um fenômeno notável, a ‘crise do arrasto’, desempenha um papel importante no jogo defutebol. A crise do arrasto é a redução abrupta que a resistência do ar sofre quando avelocidade da bola aumenta além de um certo limite. A relevância da crise para o futebol podeser demonstrada com a ajuda um lance famoso, o gol que Pelé perdeu na Copa de 1970,contra a Tchecoslováquia — sem a crise o chute de Pelé teria tido um desfecho totalmentediverso daquele que encantou o estádio, e o lance provavelmente estaria esquecido hoje.Veremos ainda que outro fenômeno aerodinâmico, o efeito Magnus, também desempenhouum papel decisivo na jogada.

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Uma breve história do Nêutron


 Atualmente, sabemos que o nêutron é uma das partículas fundamentais que, juntamente aos prótons, formam o núcleo dos átomos. Ao redor destes últimos, existem as nuvens de elétrons, as quais são responsáveis pela condução de corrente elétrica nos materiais condutores, por exemplo.
A descoberta da existência dessa partícula foi possível graças ao grande sucesso da aplicação do Princípio da Conservação da Quantidade de Movimento. Segundo este, a conservação da quantidade de movimento total de um sistema ocorre se a resultante das forças externas que atuam sobre o sistema for nula. Este princípio ganhou enorme importância, de forma que ficou conhecido como uma das leis fundamentais da natureza, sendo aplicado pelos cientistas em todos os campos da ciência Física.
A descoberta do nêutron aconteceu no ano de 1932 com o físico inglês James Chadwick. Utilizando a conservação da quantidade de movimento, realizou uma experiência que comprovou a existência do nêutron. No entanto, doze anos antes desse acontecimento, o célebre cientista inglês Rutherford já tinha previsto a
existência dessa partícula. Segundo ele, uma possível ligação de um próton com um elétron originaria uma partícula sem carga elétrica, mas com massa igual à do próton. A essa partícula ele chamou de nêutron, mas não tinha certeza da sua existência.
A experiência que J. Chadwick realizou consistiu, basicamente, em fazer com que feixes de partículas alfa se colidissem com uma amostra de berílio (um elemento químico pertencente à família 2A da tabela periódica). Dessa colisão apareceu um tipo de radiação que levaram muitos cientistas a acreditar que se tratava de raios gama. Após realizar vários cálculos, James concluiu que não se tratava de raios gama, a radiação invisível era formada por nêutrons. Para comprovar que realmente se tratava de nêutrons, Chadwick mediu a massa dessas partículas, pois segundo Rutherford elas tinham massa igual à do próton. Com esse feito e por seus importantes trabalhos, em 1935 James foi premiado com o Prêmio Nobel da Física.

Por Marco Aurélio da Silva
Equipe Brasil Escola